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twitter_large Com mais de 100 milhões de usuários cadastrados e mais de 60 milhões de usuários ativos, o Twitter pode ser uma excelente ferramenta para empresas que desejam gerar tráfego para seu site e manter contato com seu público.

Criado para ser uma rede de informação, a ferramenta é usada por muita gente que, apesar de não publicar mensagens ou twittar, acompanha postagens dos perfis seguidos. Segundo pesquisas, cerca de 70% dos usuários do Twitter seguem perfis de empresas, interessados em promoções e descontos.

Oferecer benefícios é um grande incentivo para levar o público ao seu site. Divulgar links de produtos com preços especiais e promoções exclusivas para seguidores, estimula os cliques. Mas os twitteiros não estão atrás só de descontos. Os participantes da rede estão interessados em conteúdo relevante e informações realmente úteis.

Por isso, muito mais do que ‘falar’, publicar mensagens e links, é importante ouvir, responder e estabelecer conversas para saber o que seu público procura. Mesmo que as empresas não desejem posicionar-se dessa forma, esta rede social tem uma forte tendência a se tornar um SAC online, onde consumidores publicam suas críticas e reclamações.

Se isso acontecer com sua empresa, não se desespere! Uma crise iminente pode se tornar uma ótima oportunidade de mostrar que a empresa está disposta a ouvir seus clientes, se posicionar com transparência e usar o feedback percebido por ali para antecipar informações ou melhorar seus produtos e serviços.

Empresas que participam e interagem, aproximando-se do público, fazem muito mais sucesso e, consequentemente, recebem mais cliques, recomendações e retweets.

Se sua empresa ainda não está presente no Twitter, antes de começar a fazer postagens e interagir, é importante observar e aprender a etiqueta do ambiente. O Twitter tem uma linguagem própria, com alguns códigos que mostram a familiaridade com a rede e podem tornar um perfil muito mais popular ou fazê-lo cair no limbo. Um deles, muito útil para quem deseja ampliar o alcance de suas mensagens, são as hashtags. Palavras com o símbolo # na frente tornam-se classificadores de assuntos das mensagens, que passam a ser vistas por várias pessoas, mesmo que não sejam seguidoras do seu perfil.

No final das contas, a palavra de ordem nessa rede social para quem quer ser ouvido e atrair o público é ouvir e participar. O Twitter é um canal de mão dupla e interagir, responder, retwittar outros perfis e aproveitar assuntos dos trending topics são ações que vão fazer toda a diferença nos números do seu site.

Fonte: exame.abril.com.br

Alexandre_Borin_Ayrton_Vignola-secrtaria-virtual-interna Alexandre Borin decidiu empreender justamente sobre o que julgava ser sua maior carência. Como diretor de uma multinacional na área de tecnologia, ele achava que perdia tempo demais com tarefas que pouco ou quase nada agregavam as suas metas mensais. De tanto pensar no assunto, quando se deu conta, havia desenvolvido uma ideia original: oferecer o serviço de secretária virtual a outros empresários. Assim nasceu a Prestus, empresa da qual Alexandre é sócio.

Da mesma forma que a versão em carne e osso, que tem como atributos gerenciar a agenda e resolver tarefas burocráticas do mundo corporativo – desde a expedição de documentos via motoboy até a organização de viagens –, as secretárias da Prestus esforçam-se para abrir espaço na agenda dos microempresários ou empreendedores individuais, que representam o foco da companhia.

“As secretárias foram, como o tempo, perdendo espaço dentro das grandes corporações. Hoje em dia elas são um artigo de luxo. Eu ficava angustiado com a quantidade de coisas que precisava resolver e, objetivamente, nada ou quase nada agregava ao que me era, de fato, cobrado. A empresa em que trabalhava concedia secretárias apenas aos heads (chefes) de área. Isso me forçou a abrir os olhos sobre a oportunidade que um negócio como o da Prestus tem”, conta Borin.

O empreendedor precisou de quatro anos entre a concepção da ideia até o instante em que abandonou a carreira corporativa para dedicar-se exclusivamente ao negócio. Tempo suficiente para convencer Leandro Ferrari, amigo dos tempos de faculdade – os dois são formados em Engenharia pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) –, a embarcar como sócio na empreitada. “Ele ouviu a ideia e aceitou. Juntos, montamos um plano de negócios e desenhamos os nossos diferenciais”, conta.

Por “diferencial” ele quer dizer as facilidades oferecidas aos clientes. A que mais faz sucesso é um modem instalado na linha telefônica do cliente e que redireciona a ligação para a equipe após um determinado número de toques sem atendimento. “A nossa assistente atende a ligação como se fosse uma telefonista ou recepcionista e tem condições de dar encaminhamento à demanda por meio de um roteiro de perguntas anteriormente combinado”, explica o empreendedor.

Nessa toada, a empresa chega ao segundo ano de atividades (foi inaugurada em 2009) com 22 funcionários. No total, são 100 clientes, sendo 60 jurídicos e 40 físicos, e projeção de faturamento na ordem de R$ 1 milhão para 2011. Um desempenho que, na percepção do professor da Fundação Instituto de Administração (FIA), Alexssandro Mello, não surpreende.

“Esse nicho de negócio começa a se consolidar em mercados mais maduros, como na Europa e Estados Unidos. Aqui no Brasil observo uma forte demanda, principalmente com o crescimento da formalização no setor de serviços, além do contingente maior de profissionais liberais como professores e médicos”, analisa o especialista.

Borin sabe disso, tanto que posicionou sua empresa justamente para atender empreendedores individuais ou pequenos negócios, embora observe que o serviço também pode ser adquirido em forma de pacote por grandes empresas. “Temos a intenção de oferecer produtos específicos para negócios que, como era o meu caso, não tinham secretárias disponíveis para gerentes e diretores. Mas o nosso foco é mesmo o varejo, o dono da pequena empresa. Por isso trabalhamos com preços baixos. A ideia é ganhar na escala”.

Fonte: Agência Estado

O consultor do Sebrae-SP, Paulo Henrique Bueno Tavares, afirma que para alguns segmentos da economia, as altas temperaturas podem ser vantajosas, já que o consumo é maior. É o caso do setor de alimentação fora do lar.

De acordo com o especialista, neste segmento, os empresários devem ficar atentos para disponibilizar bebidas (cerveja, sucos naturais e água), pratos mais leves (saladas e legumes) e sobremesas geladas.

Outro setor beneficiado pelas altas temperatura é o de confecção. “A procura por moda praia e roupas leve aumenta, por isso os empresários têm de ter estes produtos. No caso das lojas, é importante fazer uma decoração temática”, diz.

Os itens de higiene como protetores e bronzeadores também estão entre os mais procurados pelos consumidores nesta estação. Por isso, eles têm de estar em evidência nos supermercados, farmácias e estabelecimentos que vendem cosméticos. A mesma estratégia deve ser adotada pelo varejo de eletroeletrônicos. As lojas devem destacar os aparelhos como ventilador e ar-condicionado.

Chuvas
Com a temperatura elevada, as chuvas no final do dia são quase certas. As fortes tempestades causam prejuízo para os consumidores, já que muitas residências são atingidas por raios, além de ter sua pintura deteriorada.

Tavares explica que esta situação pode beneficiar as empresas prestadoras de serviços prediais e de condomínio. Outro segmento que pode faturar mais devido às chuvas de verão é o de reparo automotivo.

“Muitos carros são atingidos pelas enchentes e inundações. Uma dica é capacitar um profissional na oficina mecânica para atender somente este tipo de demanda. É muito importante que haja um especialista para fazer este tipo de serviço”, acrescenta.

Publicidade
Para ajudar a vender, o coordenador de Graduação da Trevisan Escola de Negócios, Dalton Vesti, indica que os empresários invistam em publicidade. “Os empresários têm de aproveitar o momento e uma das maneiras é focar na propaganda dos produtos”, aconselha.

Esta propaganda deve ser específica para estes produtos, por isso, não é aconselhável misturar itens que não estejam relacionados com o verão.

Vesti diz ainda os empresários podem fazer promoções e oferecer descontos. Entretanto, antes de tomar decisões como estas, é necessário que o objetivo da empresa esteja bem definido. “Tudo depende do objetivo da empresa, se é aumentar o volume de vendas, obter mais valor em função do momento ou baixar os estoques”, finaliza.

Por: Karla Santana Mamona
Fonte: http://web.infomoney.com.br

Cresce, entre os brasileiros, o número de pessoas preocupadas com o meio ambiente. Isso se reflete na reciclagem de materiais, no uso de produtos ecológicos e numa legislação moderna que regule o uso de recursos naturais.

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O suíço Ronald Degen, um dos primeiros a trabalhar com o conceito de empreendedorismo no Brasil, poderia facilmente esconder sua origem estrangeira. Com um português perfeito, o executivo e acadêmico teve desde cedo contato com o mundo dos negócios e com o Brasil. Nascido em Yokohama, no Japão, onde seu pai era proprietário de uma trading, Degen acabaria mudando com sua família para o Brasil, depois de uma breve passagem pela Suíça, após o início da Segunda Guerra Mundial e a ruína dos negócios familiares no Extremo Oriente.

Seu pai abriria uma nova empresa aqui, e ele, muitos anos mais tarde, começaria a estudar e a ensinar os conceitos relacionados ao empreeendedorismo nas universidades brasileiras. Em 1980, já como um executivo bem-sucedido da Villares, Degen introduziria na FGV-SP o que alguns consideram o primeiro curso de empreendedorismo do país. Da experiência acadêmica, nasceria o livro O Empreendedor: fundamentos da iniciativa empresarial. Uma das primeiras obras em português a tratar do tema, ela seria publicada pela editora McGraw-Hill em 1989 e se tornaria um best-seller. Atualmente, Degen atua como coordenador de Pós-MBA de Estratégia da HSM Educação.

Paralelamente à vida acadêmica, o engenheiro de formação construiu uma sólida carreira empresarial, tendo sido presidente da Amanco Brasil e Argentina, da CPFL e da Elevadores Schindler do Brasil. Todos esses anos estudando o mundo dos negócios e fazendo parte dele, deram a Degen uma certeza: qualquer um pode se tornar um empreendedor. Para isso basta, segundo ele, conhecer bem determinada área e ter paixão. “Atualmente, todos nós nascemos mais ou menos iguais. O que acaba nos diferenciando são nossas experiências”, diz ele. Mas se todos podem ser empreendedores, isso não significa que não haja um momento na vida em que a situação conspire mais a favor da criação de novos negócios. “As coisas que mais afetam a decisão de se lançar como empreendedor são as obrigações financeiras e familiares. Por isso que eu digo que existe uma janela de oportunidade na universidade. Não é à toa que é de lá que saem as grandes ideias”. Interessado nos conselhos de Degen? Leia a entrevista abaixo:

Qual a importância do empreeendedorismo para a sociedade? No mundo todo, a máquina que faz girar a economia são novos negócios. Os EUA cresceram através de seus empreendedores. A revolução industrial foi feita por empreendedores. É do empreendedorismo que surge a geração de riqueza, de novos produtos, de novas ideias. Quando dava aulas na FGV, começava o curso dizendo que a desigualdade social fazia do Brasil um país insustentável. Perguntava aos alunos se eles gostariam de ficar milionários. E dizia: pois fiquem, é importante, porque se vocês ficarem milionários vão gerar empregos, riqueza e ajudar a desenvolver o país.

Para ser empreendedor, é preciso ser inovador? Depende do que você chama de inovador. Vamos pegar o iPod como exemplo. O que o Steve Jobs fez não foi criar uma coisa nova. A grande invenção foi a Sony ter criado o Walkman e o advento da flash memory. Com isso, veio a criação do MP3, que foi uma renovação. O iPod não é nada mais do que um MP3. Existem dois ângulos de inovação: o do sentido e o da tecnologia. O MP3 foi um desenvolvimento na linha da tecnologia. O que o Steve Jobs fez foi um desenvolvimento na linha do sentido. O sentido é a experiência que o produto lhe proporciona. Jobs não inovou na tecnologia. Na realidade, ele inovou na experiência. Ele desenvolveu uma experiência completa, desde a compra na Apple Store ao uso do iTunes. As outras empresas não ofereciam isso. Portanto, não é preciso ser revolucionário para empreender.

Existe uma velha discussão sobre se é possível ensinar alguém a ser empreendedor. O que o senhor acha? Eu acredito fortemente que sim. Atualmente, nós nascemos mais ou menos iguais. O que acaba nos diferenciando são nossas experiências, a influência que o ambiente tem sobre nós. Quanto mais experiências você tiver, melhor. Meu filho é diretor de criação de uma agência de publicidade. Ele ganha muito bem, tem prêmios e me diz que muito de sua criatividade se deve ao número de experiências que ele viveu. Quando ele era criança, eu o levava duas vezes por ano para viajar o mundo. O fato de ele ter viajado tanto e ter visto tanta coisa ajudou em sua formação.

O que alguém que está pensando em abandonar sua carreira para virar empreendedor deve se perguntar antes de tomar esta decisão? Eu acho que primeiro essa pessoa tem que dominar alguma coisa. Se você quer montar um restaurante, saiba cozinhar, saiba servir. Vá trabalhar na cozinha, vá ser um aprendiz. Se você não dominar nada, não faça isso. Ou se associe a alguém que tenha esse domínio. A sociedade entre o Steve Wozniak [co-fundador da Apple] e o Jobs foi mais ou menos isso. O Wozniak era um gênio, mas não sabia aplicar seu conhecimento em eletrônica para fazer negócios. Se você analisar as grandes empresas bem-sucedidas, vai perceber que raramente elas foram fundadas por uma única pessoa. São sempre dois ou três, como foi o caso de Jobs e Wozniak e da HP [criada por David Packard e Bill Hewlett].

E qual a melhor maneira para conseguir dominar uma área? Bom, se você tem interesse e gosta de alguma coisa tem que se dedicar muito. Eu fiz uma pesquisa anos atrás sobre as boutiques de sucesso dos shoppings. Descobri que a maioria delas foi criada por empresárias que começaram como sacoleiras. Ao mesmo tempo, percebi que muitas das boutiques surgiam porque o marido queria dar o dinheiro para a mulher abrir uma loja, mas fracassavam. Quem tem dinheiro contrata um consultor de moda, que provavelmente é amigo de uma confecção, e põe lá um estoque que não sai. Acaba não funcionando. Mas a sacoleira conhece o mercado, sabe o que vende e do que as mulheres gostam. Ela sabe que uma gordinha não deve usar listras horizontais. E sabe como tem que tratar o cliente. Ou seja, com esse know-how é possível montar um negócio. Se não for por esse caminho, não funciona. Muitas vezes, as pessoas simplesmente decidem que querem montar um negócio. Não vai passar um cavalo selado se você não sabe o que quer. Todos os negócios de sucesso são baseados em um conhecimento que o empresário tem ou numa combinação feliz de conhecimentos suplementares entre sócios.

Qual é a maior dificuldade para se montar hoje um negócio de sucesso? Falta de ideias e de conhecimento. Você sabe como começou a companhia aérea americana JetBlue, fundada pelo David Neeleman [proprietário da Azul no Brasil]? Ele começou trabalhando numa agência de viagem, onde vendia passagens para o Havaí. Para mandar os turistas para lá, ele resolveu organizar voos fretados. De repente, ele percebeu que tinha um volume de passageiros tão grande que valia mais a pena fazer um leasing do que alugar um avião. Daí, surgiu a JetBlue. Quando você tem o conhecimento, você consegue os recursos financeiros necessários para abrir a sua empresa. Mas é preciso se dedicar a fundo.

É mais difícil virar empreendedor no Brasil do que em outros lugares do mundo?
Não. Tanto que há mais empreendedores aqui do que nos EUA. O volume absoluto de empreendedores que se gera todo ano no Brasil é superior ao dos EUA. A diferença é que mais de 50% dos empreendedores brasileiros são empreendedores por necessidade. São aqueles que viram empresários, porque precisam dar um jeito de se sustentar. Os demais são empreendedores por oportunidade, que podem se dedicar a algo que gostam, como foi o caso do surgimento da Cacau Show, do Alexandre Costa. Ele começou fazendo trufas aos 17 anos e transformou aquilo num negócio. Agora, sua marca já conta com mais de mil lojas.

Mas existe obviamente uma grande diferença entre os EUA e o Brasil neste aspecto …
Sim, o que acontece é que o que gera um maior efeito multiplicador são os negócios de alto impacto. E eles são raridade dentre os novos negócios criados no Brasil. Nesse ponto, o país é fraco. E por quê? Porque as universidades são fracas, os centros de pesquisa são fracos e os engenheiros são fracos. O Brasil hoje é uma vergonha. Só 10% dos jovens formados nas universidades são engenheiros. Na China, esse número sobe para 40%, que é mais ou menos o padrão mundial. E os cursos de engenharia no Brasil, por falta de verba e laboratório, são fracos, mal quebram o galho. Faltam, portanto, engenheiros de alta capacidade. Como se desenvolve então negócios de alta tecnologia?

Mas é preciso ser engenheiro para montar um grande negócio?
Veja bem, infelizmente, a maioria dos negócios de alto impacto tem conteúdo tecnológico. A cidade de Santa Rita do Sapucaí, por exemplo, é uma área de empreendedores. Lá, tem negócio para tudo quanto é lado. Por que isso aconteceu? Uma senhora, que era esposa de um embaixador do Brasil no Japão, encantou-se com o desenvolvimento tecnológico. Quando ela voltou para Santa Rita, ela decidiu fazer alguma coisa pelo Brasil e montou uma escola técnica na cidade. Essa escola técnica permitiu a criação de inúmeros negócios. Hoje, Santa Rita está cheia de pequenas fábricas de eletrônicos.

Existe uma idade ideal para começar a empreender?
As coisas que mais afetam a decisão de se lançar como empreendedor são as obrigações financeiras e as obrigações familiares. Quando você sai da universidade, arranja um emprego, casa e tem filhos, você vira escravo do salário. E aí você largar tudo para montar um negócio incerto, tendo que pagar a escola dos filhos …. acabou. Por isso que eu digo que existe uma janela de oportunidade na universidade. Não é à toa que é de lá que saem grandes ideias. A Apple e o Facebook, por exemplo, surgiram no ambiente da faculdade.

Mas não falta aos jovens uma certa maturidade?
Vai dizer isso para o pessoal que montou o Facebook. Vai contar isso para o Steve Jobs ou para o Bill Gates. Experiência de vida? Que experiência de vida? Eu vou tentando, vou arriscando. O Facebook começou com uma besteira, com um despeito por causa de uma menina.

Pela sua experiência, quais são as características que os empreendedores bem-sucedidos têm em comum?
O Bernard Shaw [dramaturgo irlandês] define para mim muito bem isso. Ele dizia que o homem conformado se adapta ao mundo e o não conformado tenta adaptar o mundo a si. Pronto. Aqueles não conformados são os empreendedores. São as pessoas que têm vontade de realizar. Eles querem ser os melhores. Essa necessidade de realizar é o que distingue as pessoas. Isso vale para tudo. Vale para a natação, basquete, tudo. Para o empreendedorismo, não é diferente. Para ser um bom empreendedor, é preciso ser um apaixonado.

Existe alguma cultura que se destaque mais por formar empreendedores?
Infelizmente, a cultura anglo-saxã neste ponto é mais favorável do que a latino-americana. Você já deve ter visto filmes americanos onde as crianças preparam limonada para vender, aprendem a cortar a grama do vizinho para ganhar dinheiro e distribuem jornal. E isso é muito comum lá, mas não é aqui. E sabe por quê? Aí vem o problema da diferença social. Trabalho manual no Brasil é considerado para pobre. Se você distribuir jornal aqui, você vai ganhar muito pouco. Não vale a pena para você ‘sujar suas mãos’. E o que seus amigos iriam falar de você se eles te vissem distribuindo jornal ou se você decidisse trabalhar como sacoleiro? Essa diferença social faz com que a sociedade brasileira não queira ‘sujar as mãos’. E, infelizmente, para montar um negócio é preciso sujar as mãos.

E qual você diria que é o ponto forte dos brasileiros? Os brasileiros são bons chutadores. O que eu quero dizer com isso é que uma certa irresponsabilidade é bom. Os brasileiros arriscam mais. Se você pegar um operário brasileiro, ele está muito mais disposto a assumir riscos. Ele diz vamos tentar. Os alemães, por exemplo, se não conhecem determinados negócios, dizem não conheço, não sei. O brasileiro vai tentar dar um jeitinho. E esse jeitinho muitas vez dá certo.

A vida do empreendedor precisa necessariamente ser sofrida?
Sim. Tudo que tem sucesso, desculpe-me, é assim. E não é sofrida a palavra correta. Não aconteceu nunca de você se entusiasmar bastante com alguma coisa e chegar a varar a noite? É o que acontece geralmente com as pessoas bem-sucedidas. Elas se entusiasmam tanto pelo trabalho que se esquecem de almoçar, de jantar etc. Para ser empreendedor, é preciso ter paixão. Esse entusiasmo é fundamental para o sucesso.

Qual é a principal motivação que leva as pessoas a empreenderem? É querer ficar rico, se livrar do patrão …
É a necessidade de realizar. É tão simples quanto isso. Ficar rico muitas vezes é consequência, não é a motivação do empreendedor. O negócio é importante e o dinheiro é parte da equação. Se o empreendedor não for um apaixonado, ou não estiver motivado por alguma coisa, é difícil ele e seu negócio darem certo.

Épocas de crise, como a que estamos vivendo, são boas para começar a empreender? Quando há uma crise econômica, nós temos uma onda de empreendedorismo muito maior. Se as pessoas são despedidas e levam um dinheirinho, elas geralmente vão comprar um táxi, montar algum negócio, etc. Mas são negócios por necessidade. Agora, de repente, o cara se descobre um bom empreendedor e o negócio por necessidade vira por oportunidade.

Fonte: epocanegocios.globo.com

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